sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Viagem


O calor do final de um verão seco trás uma gélida chuva, o frescor de uma brisa molhada, o cheiro da terra absorvendo água.




Cheiro a terra molhada e entro numa viagem...
A chuva que cai gelada do céu molha minha nuca.
Deitado no chão vivencio uma experiência única com Gaia.

Às vezes penso que o que vejo é uma miragem...
Mas no fim é só minha imaginação fluindo com nunca.
Ainda no chão abro minha mente até que todo o mal saia.


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Acho que viajei foi na marola que estava subindo da janela do meu vizinho. xD

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Conclusões da Inspiração

Nem tudo se completa facilmente, se fosse fácil seria sem graça. É claro que quando se é preguiçoso, como eu sou, se quer tudo rápido e sem esforço. Seria fácil uma vida assim. Mas é bom um pouco de dificuldade. Tempera, dá sabor. Acho que a “vida fácil de mais” seria insossa, inodora, incolor. Ou quem sabe não. Mas o que sou eu, se não um filósofo, quando tento entender o que nunca vivenciei? E o que somos nós, se não crianças que se interessam mais pelo brinquedo de um colega do que pelo próprio? Não sei, acho que as coisas têm que ser assim, difíceis para que o sabor, o cheiro, a cor dure por mais tempo. Quem sabe tempo até maior do que a vida que um dia se esvairá dessa casca que perambula por aí.

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Adoro quando a inspiração bate....
adoro quando resolvo concluir pensamentos no papel.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Novo Ano


“Mas ontem
Eu recebi um Telegrama
Era você de Aracaju
Ou do Alabama
Dizendo:
Nêgo sinta-se feliz
Porque no mundo
Tem alguém que diz:
Que muito te ama!
Que tanto te ama!”
Zeca Baleiro

Mais um ano se foi e outro se inicia. O infernal, e ou infinito, ciclo. E orbitando em volta da marcação cronológica inventada pelo homem ficam minhas experiências. Boas, ruins, construtivas ou nem tanto... lá estão elas. Surpreender-se com resultado de tais experimentos é normal, pelo menos pra mim. Recebendo respostas inesperadas, ou até mesmo controversas. Como se por acaso descobrissem que dois mais dois é igual a cinco. Mas isso faz parte do processo continuo que chamam de vida, ou de viver. Bom, assim acho eu. Porém mais importante é a vontade de continuar nesse ciclo. E vontade?! Vontade de continuar vivendo é o que mais tenho nesse começo de ano! Espero que dure pra sempre, ou pelo menos por um bom tempo. Esperar, é só o que se pode fazer quando se trata de algo tão maior do que nós, como é a existência. Então eu espero... espero que a cada novo ano essa vontade de esperar se renove. Vontade de esperar que coisas boas venham. Espero que as lutas do dia-a-dia tragam recompensas e que essas recompensas fortaleçam o espírito afim de que esse dê forças ao corpo para que o último continue a lutar. No fim o que resta é acompanhar! Torcendo pra que continue assim... torcendo pra querer continuar vivendo, sendo feliz a cada novo dia, a cada visita à família. Viver insanos amores de verão que podem parecer uma eternidade, enquanto foram apenas 24 horas. Sentir saudades de quem nunca se esperou sentir e não sentir de quem se esperava. Querer correr e alcançar o céu com um salto, e querer boiar no leito da vida eternamente.

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Foram tantas viagens nessas férias, tantos lugares novos conhecidos e tantos regressos... Bom, foram sem dúvida as melhores férias da minha vida. E tem ainda um restinho pela frente, que vou aproveitar MUITO!
Feliz ano novo atrasado pra todos!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Anormalidade

"O que eu sinto a respeito dos homens é estranho
É estranho como é frio
É estranho como eu perdi a fé
É estranho como é estranho
Perguntar o nome"






É tudo muito estranho.
É sim, não me venha com essa de que não é, porque é!
Como, “como assim”?
Ueh, simples assim. Tudo é estranho e nada é normal.
Pensa bem, não conseguimos entender o que os outros entendem e nunca vamos entender o que sentimos ou porque sentimos.
Num é estranho?
Além do mais se tudo fosse normal, tudo seria igual. E se tudo é diferente...
Ah deixa pra lá, não vou concluir muita coisa. Só sei que tudo é estranho e nada é normal!


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Pois é, tem dias que eu fico a pensar, pensar e pensar, mas no fim não consigo chegar a lugar algum, pelo menos não onde eu queria chegar.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Segunda-feira...

"Todo dia um ninguém José acorda já deitado
Todo dia ainda de pé o Zé dorme acordado
Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia
Toda trilha é andada com a fé de quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer
Pra ver deitar o novo"




Um barulho irritante penetrou seus sonhos. Desviou a atenção para dentro de sua cabeça novamente. Voltou a dormir. Mas novamente o insistente barulho perturbou a tranquilidade existente dentro de sua mente. Hora de levantar. Era o que o barulho lhe dizia.
O dia estava abafado. O sol brilhava intensamente, como só ele o faz. Era perceptível que ia ser um dia quente, a única esperança era uma possível chuva no fim da tarde. “Por favor, que chova!”, foi um dos inúmeros pensamentos que lhe ocorreram. Levantou-se. Lavou o rosto. Escovou os dentes. Penteou os cabelos desgrenhados.
“É, eu preciso mesmo cortar cabelo, fazer a barba.... e DORMIR!”.
Cozinha. Pia. Copo. Geladeira. Iogurte. Prozac. Água.
“Ninguém merece três provas no mesmo dia! Parabéns pela ótima escolha de curso, Durval”
Telefone toca. Detalhes discutidos. Com a mochila arrumada sai pela porta deixando pra trás sua cama desarrumada e a vontade de continuar a dormir.
“Here we go!!!”.

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Bom, assim começa mais uma semana de aulas e provas. E quantas provas! Eu gostaria de entender o por quê da semana começar no domingo, já que só segunda-feira voltamos pra nossas infernais rotinas. Ah como eu detesto rotina!!!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sobre Borboletas e a Teoria do Caos

"Tiro um fino com o destino
E me movimento
Ao acaso do azar ou da sorte
No tabuleiro de xadrez
Extasiado
Piso"



Tenho sentido o bater de azas de borboletas. Dentro do meu estomago. Estou com medo do furacão que gerará do outro lado do mundo. Estou com medo da teoria do caos ser verdadeira. Medo, medo e medo. Tudo se resume a medo. Estou com medo de meu medo incendiar as borboletas. Estou com medo de meu medo levá-las. Estou com medo de senti-las no meu estomago. Estou confuso!!! O único sentimento que consigo discernir bem é o medo, e esses outros? O que são esses outros sentimentos? Que calor é esse em meu peito, que frio é esse na barriga? E por que essas borboletas insistem em bater asas dentro de mim?

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Bom, parece-me que ando realmente inspirado. =D . Mais um post em menos de 3 dias, isso também me causa medo. Ai, ai é sempre culpa do maldito Leão Covarde que vive atrás do espelho. Pra quem não conhece o leão aqui vai a descrição dele:
Sobre O Leão Covarde

My Personality in "LOST"