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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Novo Ano


“Mas ontem
Eu recebi um Telegrama
Era você de Aracaju
Ou do Alabama
Dizendo:
Nêgo sinta-se feliz
Porque no mundo
Tem alguém que diz:
Que muito te ama!
Que tanto te ama!”
Zeca Baleiro

Mais um ano se foi e outro se inicia. O infernal, e ou infinito, ciclo. E orbitando em volta da marcação cronológica inventada pelo homem ficam minhas experiências. Boas, ruins, construtivas ou nem tanto... lá estão elas. Surpreender-se com resultado de tais experimentos é normal, pelo menos pra mim. Recebendo respostas inesperadas, ou até mesmo controversas. Como se por acaso descobrissem que dois mais dois é igual a cinco. Mas isso faz parte do processo continuo que chamam de vida, ou de viver. Bom, assim acho eu. Porém mais importante é a vontade de continuar nesse ciclo. E vontade?! Vontade de continuar vivendo é o que mais tenho nesse começo de ano! Espero que dure pra sempre, ou pelo menos por um bom tempo. Esperar, é só o que se pode fazer quando se trata de algo tão maior do que nós, como é a existência. Então eu espero... espero que a cada novo ano essa vontade de esperar se renove. Vontade de esperar que coisas boas venham. Espero que as lutas do dia-a-dia tragam recompensas e que essas recompensas fortaleçam o espírito afim de que esse dê forças ao corpo para que o último continue a lutar. No fim o que resta é acompanhar! Torcendo pra que continue assim... torcendo pra querer continuar vivendo, sendo feliz a cada novo dia, a cada visita à família. Viver insanos amores de verão que podem parecer uma eternidade, enquanto foram apenas 24 horas. Sentir saudades de quem nunca se esperou sentir e não sentir de quem se esperava. Querer correr e alcançar o céu com um salto, e querer boiar no leito da vida eternamente.

*********

Foram tantas viagens nessas férias, tantos lugares novos conhecidos e tantos regressos... Bom, foram sem dúvida as melhores férias da minha vida. E tem ainda um restinho pela frente, que vou aproveitar MUITO!
Feliz ano novo atrasado pra todos!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

The inside

Tenho muito a falar, mas pouco a escrever. Muitas idéias sem estrutura. Frases perdidas no papel branco, sem contexto, sem nexo.
Muito inside, mas quase nada quer se posto outside.
Muitas críticas formadas, opiniões chatas de um rapaz que mal saiu da adolescência.
Que pouco será ouvido, ou até lido, por ser novo de mais, por ter vivido quase nada.
Talvez por isso as idéias fiquem tímidas. Talvez por isso elas (as idéias) prefiram ficar ocultas do lado de dentro.
Se o controle da situação, eu ao menos tivesse, defenestraria as idéias, os pensamentos e as conclusões por minhas mãos, elas se chocariam com o branco do papel e tomariam forma, independente da opinião de qualquer um. Imaginar não adianta, afinal eu vivo escondido atrás de opiniões e conceitos dos outros e todos os meus (conceitos) se baseiam nos alheios.
A estagnação é confortável, porém até quando agüentarei antes que eu mesmo me atire ao mar da insensatez?


*****
Esse ai saiu enquanto ouvia “Los Hermanos” e estudava pra cálculo. Parece que arranjei mais uma fonte de inspiração, mas não vai substituir "Zeca Baleiro" . Achei um pouco emo, mas as vezes ñ se escolhe o que se põe no papel, como eu disse minhas idéias tem vida prórpria as menos timidas saem, nem sempre essas são boas.
Bom é o Fim da minha semana de folga, amanhã casamento do Lucas (irmão da Ana Clara). Será que algum dia será a minha vez?

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Por Onde Andará Belchior?

Tem tempo já, que sempre que viajávamos meu pai ligava o som do carro e punha o seus “CD`s” preferidos. Confesso que não gostava muito, não sei se só pra contraria-lo ou porque realmente não achava bom.
Acontece que com o tempo fui me afeiçoando aquelas músicas e cantores. Dentre os inúmeros cantores estava “Ele”, “o rapaz latino-americano” e personagem da semana.
Com sua “camisa toda suja de batom” e o seu “medo de avião”, Belchior chamou minha atenção e eu comecei a ouvir mais do que o ritmo, que até então era bem brega pra mim, e olhei para a letra.
Mas o tempo passa e vamos descobrindo novos cantores, bandas, rítimos. O cd`s antigos ficam numa gaveta e as músicas na memória.
Foi com uma certa surpresa que abri a "Época" dessa semana e vi quem era o personagem da semana: Belchior.
De certa forma o sumiço do cantor me fez reviver aquelas viagens onde se tocavam no carro suas músicas e a nostalgia entra sem nem bater à porta e junto com ela a curiosidade : por onde andará Belchior?
Plagiando Zeca Baleiro :
Por onde andará Belchior?
Ninguém sabe o paradeiro dele, pra onde ele foi pra onde ele vai.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Não Adianta

Não adianta,
Não adianta nada ver a banda,
Tocando "A Banda" em frente da varanda,
Não adianta o mar,
E nem a sua dor.

Não adianta,
Não adianta o bonde, a esperança,
E nem voltar um dia a ser criança,
O sonho acabou,
E o que adiantou?

Não tenho pressa,
Mas tenho um preço,
E todos tem um preço,
E tenho um canto,
Um velho endereço,
O resto é com vocês,
O resto não tem vez.

O que importa,
É que já não me importa, o que importa,
É que ninguém bateu em minha porta,
É que ninguém morreu,
ninguém morreu por mim.

Não quero nada,
Não deixo nada, que não tenho nada,
Só tenho o que me falta e o que me basta,
No mais é ficar só,
Eu quero ficar só.

Não adianta,
Não adianta, que não adianta,
Não é preciso, que não é preciso,
Então pra que chorar?
Então pra que chorar?
Quem está no fogo, está pra se queimar,
Então pra que chorar?

[Sérgio Sampaio]


My Personality in "LOST"