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domingo, 5 de dezembro de 2010

Anormalidade

"O que eu sinto a respeito dos homens é estranho
É estranho como é frio
É estranho como eu perdi a fé
É estranho como é estranho
Perguntar o nome"






É tudo muito estranho.
É sim, não me venha com essa de que não é, porque é!
Como, “como assim”?
Ueh, simples assim. Tudo é estranho e nada é normal.
Pensa bem, não conseguimos entender o que os outros entendem e nunca vamos entender o que sentimos ou porque sentimos.
Num é estranho?
Além do mais se tudo fosse normal, tudo seria igual. E se tudo é diferente...
Ah deixa pra lá, não vou concluir muita coisa. Só sei que tudo é estranho e nada é normal!


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Pois é, tem dias que eu fico a pensar, pensar e pensar, mas no fim não consigo chegar a lugar algum, pelo menos não onde eu queria chegar.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Segunda-feira...

"Todo dia um ninguém José acorda já deitado
Todo dia ainda de pé o Zé dorme acordado
Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia
Toda trilha é andada com a fé de quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer
Pra ver deitar o novo"




Um barulho irritante penetrou seus sonhos. Desviou a atenção para dentro de sua cabeça novamente. Voltou a dormir. Mas novamente o insistente barulho perturbou a tranquilidade existente dentro de sua mente. Hora de levantar. Era o que o barulho lhe dizia.
O dia estava abafado. O sol brilhava intensamente, como só ele o faz. Era perceptível que ia ser um dia quente, a única esperança era uma possível chuva no fim da tarde. “Por favor, que chova!”, foi um dos inúmeros pensamentos que lhe ocorreram. Levantou-se. Lavou o rosto. Escovou os dentes. Penteou os cabelos desgrenhados.
“É, eu preciso mesmo cortar cabelo, fazer a barba.... e DORMIR!”.
Cozinha. Pia. Copo. Geladeira. Iogurte. Prozac. Água.
“Ninguém merece três provas no mesmo dia! Parabéns pela ótima escolha de curso, Durval”
Telefone toca. Detalhes discutidos. Com a mochila arrumada sai pela porta deixando pra trás sua cama desarrumada e a vontade de continuar a dormir.
“Here we go!!!”.

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Bom, assim começa mais uma semana de aulas e provas. E quantas provas! Eu gostaria de entender o por quê da semana começar no domingo, já que só segunda-feira voltamos pra nossas infernais rotinas. Ah como eu detesto rotina!!!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Coisas Que Eu Sei

Eu, particularmente, não gosto da Dani Carlos. Mas essa música é fascinante porque eu me enxergo totalmente nela...

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Eu quero ficar perto
De tudo que acho certo
Até o dia em que eu
Mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento
É minha distração...

Coisas que eu sei
Eu adivinho
Sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio
Mostra o tempo errado
Aperte o Play...

Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer
Na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo tá fechado
Pra visitação...

Coisas que eu sei
O medo mora perto
Das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim
Não vou trocar de roupa
É minha lei...

Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais
Depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro
Do que eu desenhei...

Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas
No meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos
Que eu não sei usar
Eu já comprei...

As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo
Mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre
Quando tô a fim...

Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...
Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...

Agora eu sei...
Agora eu sei...
Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Eu sei!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

The inside

Tenho muito a falar, mas pouco a escrever. Muitas idéias sem estrutura. Frases perdidas no papel branco, sem contexto, sem nexo.
Muito inside, mas quase nada quer se posto outside.
Muitas críticas formadas, opiniões chatas de um rapaz que mal saiu da adolescência.
Que pouco será ouvido, ou até lido, por ser novo de mais, por ter vivido quase nada.
Talvez por isso as idéias fiquem tímidas. Talvez por isso elas (as idéias) prefiram ficar ocultas do lado de dentro.
Se o controle da situação, eu ao menos tivesse, defenestraria as idéias, os pensamentos e as conclusões por minhas mãos, elas se chocariam com o branco do papel e tomariam forma, independente da opinião de qualquer um. Imaginar não adianta, afinal eu vivo escondido atrás de opiniões e conceitos dos outros e todos os meus (conceitos) se baseiam nos alheios.
A estagnação é confortável, porém até quando agüentarei antes que eu mesmo me atire ao mar da insensatez?


*****
Esse ai saiu enquanto ouvia “Los Hermanos” e estudava pra cálculo. Parece que arranjei mais uma fonte de inspiração, mas não vai substituir "Zeca Baleiro" . Achei um pouco emo, mas as vezes ñ se escolhe o que se põe no papel, como eu disse minhas idéias tem vida prórpria as menos timidas saem, nem sempre essas são boas.
Bom é o Fim da minha semana de folga, amanhã casamento do Lucas (irmão da Ana Clara). Será que algum dia será a minha vez?

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Por Onde Andará Belchior?

Tem tempo já, que sempre que viajávamos meu pai ligava o som do carro e punha o seus “CD`s” preferidos. Confesso que não gostava muito, não sei se só pra contraria-lo ou porque realmente não achava bom.
Acontece que com o tempo fui me afeiçoando aquelas músicas e cantores. Dentre os inúmeros cantores estava “Ele”, “o rapaz latino-americano” e personagem da semana.
Com sua “camisa toda suja de batom” e o seu “medo de avião”, Belchior chamou minha atenção e eu comecei a ouvir mais do que o ritmo, que até então era bem brega pra mim, e olhei para a letra.
Mas o tempo passa e vamos descobrindo novos cantores, bandas, rítimos. O cd`s antigos ficam numa gaveta e as músicas na memória.
Foi com uma certa surpresa que abri a "Época" dessa semana e vi quem era o personagem da semana: Belchior.
De certa forma o sumiço do cantor me fez reviver aquelas viagens onde se tocavam no carro suas músicas e a nostalgia entra sem nem bater à porta e junto com ela a curiosidade : por onde andará Belchior?
Plagiando Zeca Baleiro :
Por onde andará Belchior?
Ninguém sabe o paradeiro dele, pra onde ele foi pra onde ele vai.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Fé...

A fé é uma coisa estranha, por mais que às vezes você tente se desvencilhar do que acredita uma hora ou outra tudo volta à tona.O mais incrível é pensar que dos mais crentes aos mais descrentes todos tem fé... os crentes no que acreditam e os descrentes no que desacreditam.

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Filosófico não?!Também acho. E veja só um tópico que não é sobre mim! Talvez esteja conseguindo ser um pouco menos egocêntrico.


"Well I can hear my train comin'Looks like time is not on my sideWell I can hear my train comin'I'm still runnin' for my lifeWhat makes a man pray, when he's about to die?I think I knowI think I might know" (What Makes a Man - City and Colour).

PS.: Já tem mais de um ano que eu tenho essa birosca e eu nem fiz um post comemorativo... vou deixar pra fzr junto com o de aniversário. xD!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Fraco

" Sempre fui fraco, fato. Aposto que a primeira coisa que passou pela minha cabeça depois de nascer foi “me coloca dentro da barriga da minha mãe de novo!!” e deve ter sido também a razão de eu ter chorado.

Sempre precisei de um apoio, sempre tive de fato.

Agora eu quero desistir, mais uma vez. Só que dessa vez não tenho apoio e por obrigação tenho que continuar. A vida não gosta dos fracos. Sinto que vou cair, mais uma vez. "

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Eu ando pelo mundo
Prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo
Cores!
Passeio pelo escuro
Eu presto muita atenção
No que meu irmão ouve
E como uma segunda pele
Um calo, uma casca
Uma cápsula protetora
Ai, Eu quero chegar antes
Prá sinalizar
O estar de cada coisa
Filtrar seus graus...
Eu ando pelo mundo
Divertindo gente
Chorando ao telefone
E vendo doer a fome
Nos meninos que têm fome...
Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...
Eu ando pelo mundo
E os automóveis correm
Para quê?
As crianças correm
Para onde?
Transito entre dois lados
De um lado
Eu gosto de opostos
Exponho o meu modo
Me mostro
Eu canto para quem?
Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...
Eu ando pelo mundo
E meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço
Meu amor cadê você?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado...
Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...
Eu ando pelo mundo
E meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço
Meu amor cadê você?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado...
Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...

(Belchior)

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Não Adianta

Não adianta,
Não adianta nada ver a banda,
Tocando "A Banda" em frente da varanda,
Não adianta o mar,
E nem a sua dor.

Não adianta,
Não adianta o bonde, a esperança,
E nem voltar um dia a ser criança,
O sonho acabou,
E o que adiantou?

Não tenho pressa,
Mas tenho um preço,
E todos tem um preço,
E tenho um canto,
Um velho endereço,
O resto é com vocês,
O resto não tem vez.

O que importa,
É que já não me importa, o que importa,
É que ninguém bateu em minha porta,
É que ninguém morreu,
ninguém morreu por mim.

Não quero nada,
Não deixo nada, que não tenho nada,
Só tenho o que me falta e o que me basta,
No mais é ficar só,
Eu quero ficar só.

Não adianta,
Não adianta, que não adianta,
Não é preciso, que não é preciso,
Então pra que chorar?
Então pra que chorar?
Quem está no fogo, está pra se queimar,
Então pra que chorar?

[Sérgio Sampaio]


sexta-feira, 4 de julho de 2008

Insônia

“E muito pra mim é tão pouco / E pouco é um pouco demais / Viver tá me deixando louco / Não sei mais do que sou capaz / Gritando pra não ficar rouco / Em guerra lutando por paz / Muito pra mim é tão pouco / E pouco eu não quero mais”

Moska


Quando eu era criança, digo em idade porque ainda me considero um pequeno garoto, tinha muita facilidade em dormir (aqui em casa todos sempre tivemos facilidade de pegar no sono), se estivesse com sono não importava o local eu encostava em qualquer canto ou abaixava minha cabeça e dormia. Hoje lembro com certa inveja daquele garotinho que pegava facilmente no sono, qualquer coisa a noite perturba-me e eu fico acordado.
Nesse mesmo tempo, eu era um garoto que acordava sedo, sempre as 6, com a maior espontaneidade, sem despertador, sem celular eu despertava a casa. Hoje a casa tem que me despertar, com as incansáveis noites mal dormidas e a cabeça que não se esvazia as manhãs se tornaram noites e as noites um prolongamento do dia. São momentos como esse de agora que reflito e a nostalgia enche meu peito e a saudade do passado chega.

Por que quando crescemos não paramos de pensar?

De vez em quando queria voltar a ser criança, sem problemas... sem preocupações e boas noites de sono.


segunda-feira, 19 de maio de 2008

Geni e o Zepelim

Olá a todos que algum obséquio esteja visitando esse blog!

A muito tempo, nem tanto assim, ri de um primo meu porque cantou o refrão de uma musica que dizia:

“Joga pedra na Geni

Ela é feita pra apanhar...

Ela é boa de cuspir”

Na época eu ri muito disso e não entendia quem faria uma musica que dissesse tais coisas. A pouco mais de um mês, tivemos uma cliente na loja que se chamava Genir. Minha mãe brincando cantou essa música, e eu perguntei de quem era, a resposta dela era que não sabia e que quando ela era criança as pessoas cantavam esse trecho. Com não sou nada curioso fui pesquisar sobre essa música e descobri que era do grande Chico Buarque. O que me surpreendeu é que a música é uma crítica social e que relata muito bem a hipocrisia das pessoas, juro que não esperava em hipótese alguma que a música de que a pouco eu ria fosse me emocionar tanto. Ei-la ai então:

Geni e o Zepelim

“De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada
O seu corpo é dos errantes
Dos cegos, dos retirantes
É de quem não tem mais nada
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina
Atrás do tanque, no mato
É a rainha dos detentos
Das loucas, dos lazarentos
Dos moleques do internato
E também vai amiúde
Co'os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir
Joga pedra na Geni
Joga pedra na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni

Um dia surgiu, brilhane
Entre as nuvens, flutuante
Um enorme zepelim
Pairou sobre os edifícios
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geléia
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo - Mudei de idéia
- Quando vi nesta cidade
- Tanto horror e iniqüidade
- Resolvi tudo explodir
- Mas posso evitar o drama
- Se aquela formosa dama
- Esta noite me servir

Essa dama era Geni
Mas não pode ser Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni

Mas de fato, logo ela
Tão coitada e tão singela
Cativara o forasteiro
O guerreiro tão vistoso
Tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro
Acontece que a donzela
- e isso era segredo dela
Também tinha seus caprichos
E a deitar com homem tão nobre
Tão cheirando a brilho e a cobre
Preferia amar com os bichos
Ao ouvir tal heresia
A cidade em romaria
Foi beijar a sua mão
O prefeito de joelhos
O bispo de olhos vermelhos
E o banqueiro com um milhão
Vai com ele, vai Geni
Vai com ele, vai Geni
Você pode nos salvar
Você vai nos redimir
Você dá pra qualquer um
Bendita Geni

Foram tantos os pedidos
Tão sinceros, tão sentidos
Que ela dominou seu asco
Nessa noite lancinante
Entregou-se a tal amante
Como quem dá-se ao carrasco
Ele fez tanta sujeira
Lambuzou-se a noite inteira
Até ficar saciado
E nem bem amanhecia
Partiu numa nuvem fria
Com seu zepelim prateado
Num suspiro aliviado
Ela se virou de lado
E tentou até sorrir
Mas logo raiou o dia
E a cidade em cantoria
Não deixou ela dormir
Joga pedra na Geni
Joga bosta na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni”

My Personality in "LOST"