quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Coisas Que Eu Sei

Eu, particularmente, não gosto da Dani Carlos. Mas essa música é fascinante porque eu me enxergo totalmente nela...

***************************

Eu quero ficar perto
De tudo que acho certo
Até o dia em que eu
Mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento
É minha distração...

Coisas que eu sei
Eu adivinho
Sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio
Mostra o tempo errado
Aperte o Play...

Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer
Na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo tá fechado
Pra visitação...

Coisas que eu sei
O medo mora perto
Das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim
Não vou trocar de roupa
É minha lei...

Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais
Depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro
Do que eu desenhei...

Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas
No meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos
Que eu não sei usar
Eu já comprei...

As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo
Mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre
Quando tô a fim...

Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...
Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...

Agora eu sei...
Agora eu sei...
Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Eu sei!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Ressaca Moral

Talvez façamos coisas das quais nos arrependeremos pelo resto de nossas vidas.
Talvez pessoas achem que devamos nos arrepender de coisas que não nos arrependeremos nunca.
As vezes fazemos coisas que são "erradas " por puro prazer e, talvez, façamos as certas apenas por obrigação.
Talvez a vida não seja tão longa pra ficar se arrependendo de tudo. E somente pelo fato dela (a vida) ser tão curta talvez seja melhor aproveita-la ao máximo e com alguma responsabilidade, e de vez em quando apimenta-la com as coisas ditas erradas só por diversão.

****
Escrevi e estou postando no ônibus enquanto volto de Guarapari. Foi todo escrito ao som de Regina Spektor!

sábado, 2 de janeiro de 2010

2010

Estava em uma sacada olhando para o rio e consultando o relógio mais do que o normal. O céu estava nublado, e o ano ia acabando.
“Que ano!” foi o pensamento que ele tinha enquanto via os ponteiros dos segundos se moverem.
Cinco minutos.
Ele ansiava pela virada do ano mais do que ansiou por qualquer outra. Desejava que tal ano fosse deixado no passado, o mais rápido que o tempo permitisse. Pensou em adiantar o relógio, mas seria trapaça e ele saberia no fundo que o ano ainda seria 2009.
A idéia – que para ele mesmo soava um pouco insana – era que quando o ano virasse ele estaria a salvo de tudo de ruim que ficara para trás, no ano anterior.
Dois minutos.
Tentou se lembrar de um outro ano que não houvesse passado na praia. Não conseguiu.
Tentou parecer feliz, conseguiu disfarçar.
Sentiu saudades. Desejou mais ainda que o ano passasse logo.
Por fim faltavam segundos e ele esperou.
Uma modesta queima de fogos subiu pelos céus. Eram foguetes convencionais.
Foi despertado do torpor por alguém que o abraçava e desejava um feliz ano novo.
Era o que ele mais queria, um ano feliz.

***
Que ano! Espero que 2010 seja beeem melhor que 2009. Não, essa não é a mesma esperança de todos os anos. Ano passado foi um ano difícil em todos os sentidos e a minha esperança é que não se repita um ano desses tão cedo.
Eu iria postar uma outra poesia, mas Danm não gosta de poesias. BTW ela (Danielle ) e Ana Paula cearam no natal e viraram o ano comigo. Muito feliz por isso.
Que em 2010 eu fique o mais perto possível dos meus amigos, amo todos vocês!

Um Feliz 2010 a todos que eventualmente passem por aqui!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Possuído

Definitivamente diga-me:
Por acaso a ti pertenço?
Jamais a ti venderia minha alma,
Nunca por tão pouco!

Tu és como o demônio,
Que as vítimas atrai por suas carnais franquezas.
Pensastes que justo eu ludibriado seria?
Quem pensas que sou?

Agora afasta-te satanás!
Tua lábia não mais funciona comigo
Deixa-me só.

Porque minh'Alma não tens
mas minha mente...
minha mente tu possuis.

************

Escrevi essa em 4 de dezembro de 2008. Eu sei que é meio parnasiana mas eu gostei, não foi algo escrito pura e simplesmente por inspiração, foi algo que eu trabalhei em cima...
Fui!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A Última Carta Que Nunca Foi Entregue

Ei,
As coisas desandaram né? Quem poderia imaginar?
De todas as coisas ruins que imaginei acontecer, essa nunca passou por minha mente.
Fazia algum tempo que não tínhamos boas conversas. Tenho a impressão de que você estava um pouco decepcionado comigo, e eu consigo imaginar o porquê.
Estávamos tão distantes esse último ano, na verdade ano passado também. Se eu soubesse de tudo que se sucederia eu realmente teria me aproximado o máximo possível. Mas não adianta lamentações o passado está escrito, e não pode ser editado. O problema é que esse erro também não pode ser concertado e isso me dói mais.
Eu parei de me perguntar por que e passei a aceitar os fatos. Ajudou-me a melhorar. Mas ainda me dói lembrar dos melhores anos de minha vida, aqueles que tive você e outras pessoas importantes ao meu lado. Anos que me fizeram enxergar o mundo de outra maneira, anos que amei intensamente os meus, anos que serão referencia por muito tempo em minha memória, assim como sempre nos lembramos de nossa infância (seja ela sofrida ou maravilhosa).
Meu Amigo, o maior que já tive, o que eu achei que levaria para sempre, quem diria?
Naqueles momentos de porre eu sempre dizia que o amava. Disse algumas vezes sóbrio e me arrependo de não te-lo feito mais. Me lembro da vez que você disse o mesmo, ainda que timidamente e por trás de toda a barreira que você erguia para esconder quem você era de verdade. Foi assistindo a bruxa de Blair e por algum motivo eu disse : “ta, eu sei que você me odeia”. E você replicou : “O ódio é também uma forma de amor”, frase que agente citava com freqüência naquela época, porque sempre odiávamos tudo. Mas ainda sim me arrependo de nunca ter te dado um abraço, de nunca ter investido mais contra o muro de proteção de ter-te descoberto mais.
Você sempre me divertia tanto. Irritava-me também quando perdia o limite nas brincadeira (mas eu daria tudo pra ser irritado só mais uma única vez). Um dia agente sentou na calçada em frente lá de casa e eu disse que estava me apaixonando por uma garota que eu estava saindo, que apelidamos de curinguinha por causa do sorriso. Foi totalmente inesperado o jeito como conversamos, era um você que eu não conhecia, aquele Savio que ficava atrás do muro de proteção, que saudade.
Eu mudei de cidade pela primeira vez e tive vontade de voltar a todo momento, só por causa de vocês. Eu voltei, mas acho que foi ali que começou o distanciamento. Não que tenha sido causado propositalmente, mas aconteceu. Depois eu me mudei de novo, e de novo... e comecei a mudar por dentro. Se antes já empurrava a vida com a barriga, passei a empurrar mais. Só pensava no futuro e me esqueci do presente e dos presentes que eu estava deixando ali. Protelava, procrastinava e sempre pensando que depois as coisas seriam resolvidas. Já dizia o ditado “o futuro a Deus pertence”, não dá pra planeja-lo. E eu planejei tanto e dei importância a coisas tão pequenas que acabei empurrando as grande pro futuro... mas o futuro é uma caixinha de surpresas e no nosso caso a caixinha foi a verdadeira caixa de pandora. Ah meu amigo, que saudade.
Quando finalmente peguei um numero de celular daqui, te mandei uma mensagem que dizia exatamente: “Ei, é o dudu. Só pra passar meu cel novo. Não q seja um bom negócio, afinal quando eu ligar você vai saber que sou eu e vai me ignorar ;)”. Bom não adianta mais eu ligar porque não será mais sua voz que eu vou ouvir do outro lado da linha. Que mania você tinha de ignorar as ligações, me lembro de quando você detestava usar celular, não atendia por nada.
Eu prolonguei minha visita, pensei até em ir ai e não te ver. Fui para outro lugar e foi quando eu recebi a notícia. Não conseguia acreditar, não podia ser possível. Entrei em choque, depois veio o pânico e o pranto. O pior preso em Teresópolis sem ter como te ver pela ultima vez. Sem poder me despedir. As lembranças tomaram conta da minha mente. E eu só conseguia chorar. Foi nesse momento que idealizei essa carta, lembrando-me dos momentos em que nos comunicávamos dessa forma. Mas não conseguia escrever. Hoje já faz uma semana desse dia e a ficha ainda não caiu. A sensação de que tenho é que posso pegar o telefone e ligar pra você. Oxalá eu pudesse.
As lagrimas cessaram um pouco, embora nesse momento elas tenham rolado timidamente perto do manancial que foram outrora. Eu consegui aceitar os fatos, mudei minha atitude mas ainda me sinto desolado.
É meu amigo, a única forma que consegui de me despedir foi através dessa carta. A última carta que nunca foi entregue, e nunca será. Você se foi e levou um pedaço de mim junto com você, não só de mim, mas de muitos que te amavam (e quantos são esses!). Poderia prolongar-me pra sempre aqui e ainda restaria o que escrever. Foram os 4 anos mais intensos da minha vida. Amei como jamais amarei, vivi como jamais viverei, ri, chorei, brinquei e sofri como talvez jamais aconteça novamente.
Quero que saiba, onde quer que estiver ( e de acordo com o que creio você está em um excelente lugar olhando por todos nós que aqui ficamos) que eu sempre amarei você e nunca me esquecerei de tudo que significou pra mim.
Descanse em paz
Do sempre amigo
Dudu – Kunstler G. Kártica – .

Ps. Morganatiko Meggallok, o melhor amigo que um trouxa poderia ter.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

The inside

Tenho muito a falar, mas pouco a escrever. Muitas idéias sem estrutura. Frases perdidas no papel branco, sem contexto, sem nexo.
Muito inside, mas quase nada quer se posto outside.
Muitas críticas formadas, opiniões chatas de um rapaz que mal saiu da adolescência.
Que pouco será ouvido, ou até lido, por ser novo de mais, por ter vivido quase nada.
Talvez por isso as idéias fiquem tímidas. Talvez por isso elas (as idéias) prefiram ficar ocultas do lado de dentro.
Se o controle da situação, eu ao menos tivesse, defenestraria as idéias, os pensamentos e as conclusões por minhas mãos, elas se chocariam com o branco do papel e tomariam forma, independente da opinião de qualquer um. Imaginar não adianta, afinal eu vivo escondido atrás de opiniões e conceitos dos outros e todos os meus (conceitos) se baseiam nos alheios.
A estagnação é confortável, porém até quando agüentarei antes que eu mesmo me atire ao mar da insensatez?


*****
Esse ai saiu enquanto ouvia “Los Hermanos” e estudava pra cálculo. Parece que arranjei mais uma fonte de inspiração, mas não vai substituir "Zeca Baleiro" . Achei um pouco emo, mas as vezes ñ se escolhe o que se põe no papel, como eu disse minhas idéias tem vida prórpria as menos timidas saem, nem sempre essas são boas.
Bom é o Fim da minha semana de folga, amanhã casamento do Lucas (irmão da Ana Clara). Será que algum dia será a minha vez?

My Personality in "LOST"